sexta-feira, 5 de março de 2010

Gosto de pensar que nada na vida acontece por acaso.




Corpo esguio, natureza feminina, roliça, cintilante beleza, pairam no ar...

Peça em esmalte por : Tomé

- La vão mãe e filha, como se um apêndice se trata-se. (dizia ele num tom carinhoso) Foi o primeiro contacto com o amigo, com o professor. Embora 50 anos de diferença nos distanciassem, as conversas faziam todo o sentido enquanto bebíamos um Porto, perto de uma mufla quentinha que trabalhava a cozer as peças em esmalte. Falávamos de tudo, desde arte a poesia, ou ate mesmo as "Nossas diarreias mentais" (como ele lhe chamava) tinha um espírito jovial e alegre, uma paciência que ate os santos invejavam. Ensinou-me a arte dele, contou-me partes da suas historias,Ensionou-me que não devemos perder não mais que 1 minuto a pensar nas adversidades da vida, aguada-las no arquivo da nossa mente e so as ir buscar quando necessario. gostava de falar com ele. Aquecia-me a alma. Morreu como viveu, de pé, feliz, aproveitar o que a vida tem de bom. Tenho saudades das conversas, mas sei que algures ele deve estar a beber o seu Porto e a ensinar a outro alguém as maravilhas da vida.

1 comentário:

Marcia disse...

Este post arrepiou-me...de facto sao estas perolazinhas que a vida tem que fazem com que tudo valha a pena...as adversidades, os dias "maus", as tristezas...sao de facto as pessoas que nos rodeiam que fazem um pouco do que somos...e nao falo apenas daquelas que ainda vivem...

um beijinho*